E as oportunidades do acordo Mercosul-UE
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24 de fevereiro de 2026
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Acordo Mercosul-UE pode quadruplicar oportunidades da indústria
Olá, *|FNAME|*!
A assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia pode mais do que quadruplicar o acesso da indústria brasileira ao comércio global. A análise vem dos especialistas da CNI (Confederação Nacional da Indústria), que acompanham as negociações entre os blocos de países desde o início, há mais de duas décadas. Segundo os economistas da instituição, o texto aprovado em 17 de janeiro, em cerimônia no Paraguai, representará a eliminação de tarifas para mais de 5 mil produtos industriais exportados a partir do Mercosul, facilitará a importação de máquinas e equipamentos e estimulará os investimentos europeus no país, permitindo que produtos brasileiros tenham acesso potencial a 36% do comércio global, um índice que, atualmente, é de apenas 8%.
O texto segue para tramitações e aprovações nos blocos, etapa necessária para entrar em vigor. Isso significa que 54,3% dos produtos negociados terão tarifas zeradas na Europa assim que o acordo entrar definitivamente em vigor. Já pelo lado do Brasil, cerca de 4,4 mil itens importados da União Europeia terão redução gradual de tarifas ao longo de até 15 anos. As principais vantagens do acordo para a indústria nos próximos anos devem ser:
Acesso e competitividade: Mais da metade dos produtos industriais terão imposto de importação zerado na UE a partir da entrada em vigor do tratado. Com isso, a indústria brasileira ganha mercado, principalmente nos setores de produtos químicos, maquinário e automotivo.
Modernização tecnológica: O fim das tarifas de importação de máquinas e equipamentos europeus (dentro de prazos que variam de 4 a 10 anos, dependendo do setor) permitirá modernizar e aumentar a produtividade e a competitividade das indústrias brasileiras.
Atração de investimentos: Investir no Brasil se tornará mais atraente para investidores europeus, em função do aumento da segurança jurídica e da abertura de mercado, especialmente em projetos conjuntos de inovação e tecnologia.
Emprego e renda: O acordo pode gerar muitos empregos qualificados. Usando uma referência histórica recente, em 2024, cada R$ bilhão exportado pelo Brasil para a UE gerou 21,8 mil empregos e movimentou R$ 441,7 milhões em salários.
Setores específicos: Alguns setores brasileiros devem ganhar competitividade e escala, como o setor de alimentos, que calcula uma potencial geração de 3 mil a 30 mil empregos, ou o setor automotivo focado em veículos híbridos a etanol.
A previsão é de que o tratado entre em vigor no segundo semestre de 2026, após a finalização da revisão legal e das aprovações parlamentares. Com base na demanda dos anos recentes, calcula-se que 82,7% do que atualmente é exportado para a Europa passará a entrar com tarifa zero desde o primeiro momento, e a lista de produtos vendidos deve crescer significativamente. Somente na indústria alimentícia, calcula-se que o resultado gerado pode chegar a até R$ 3,5 bilhões anuais.
Nesta edição, veja também o passo a passo desenhado por pesquisadores da FGV para realizar a transformação digital na indústria. E a revolução silenciosa do biometano, que já está circulando como gás encanado em várias cidades, gerando energia para a indústria e alimentando frotas com potencial de custo competitivo e preço significativamente inferior ao do diesel.
Boa leitura e até a próxima edição!
 
Radar da indústria
Passo a passo para a transformação digital
Qual o caminho para a transformação digital em uma indústria? Dois pesquisadores da FGV decidiram analisar essa rota para evitar as falhas dos 70% a 80% dos projetos malsucedidos. Eles identificam os erros e apontam um roteiro de oito passos, baseado em um caso de sucesso da indústria de autopeças.
 
A revolução do biometano
Uma boa notícia no processo de descarbonização, que está passando praticamente despercebida, é o avanço do biometano. Fonte de energia para indústrias e combustível para frotas, sua produção vai subir 50% em São Paulo e ainda pode crescer mais de dez vezes. Cidades como Presidente Prudente já têm seu fornecimento de gás encanado todo feito por biometano, e, para frotas, o custo do gás é a metade do preço do diesel.
 
Frase da edição
O acordo é a decisão comercial mais importante para a indústria brasileira em décadas. Ele garante acesso imediato ao mercado europeu, assegura tempo de adaptação para a indústria nacional e reposiciona o Brasil em um contexto de diversificação de parceiros, criando também um incentivo para avançar na agenda de competitividade estrutural.
Ricardo Alban, presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), sobre o acordo do Mercosul com a União Europeia.
Jogo rápido
Para a indústria de alimentos, uma nova realidade. As famílias têm cada vez menos filhos, mas, em compensação, estão adotando cada vez mais pets. Isso transforma os alimentos para animais na nova fronteira do mercado.
 
Indústria automobilística é a que mais avança em automatização. Gartner calcula que, até 2030, haverá empresas com processo de produção 100% automatizado.
 
China testa impressão 3D no espaço. Experimento produziu componentes metálicos no ambiente de microgravidade. A ideia é verificar o quanto é possível construir infraestrutura no espaço, em eventuais missões em outros planetas.
 
Maersk aposta em etanol como combustível alternativo. O uso no transporte marítimo é novidade e deverá acontecer principalmente nas rotas de cabotagem (aquelas ao longo da costa brasileira).
 
Conteúdo Mobil™
Economia e ganhos de eficiência
Em uma indústria, a escolha dos lubrificantes mais adequados para cada tipo de trabalho é muito mais importante do que se imagina. Escolher a graxa mais adequada para cada função e fazer a conversão quando identificada essa oportunidade é uma atitude que pode gerar economia, ganhos de eficiência e redução de interrupções. Baixe nosso e-book sobre análise e conversão de graxas e veja como sua indústria pode se beneficiar!
 
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