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10 de março de 2026
Tempo de leitura: 9 min e 55 seg
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Canetas emagrecedoras e a revolução na indústria de alimentos
Olá, *|FNAME|*!
A preocupação do consumidor com a saudabilidade dos alimentos e o crescimento nas vendas das canetas emagrecedoras estão pressionando a indústria de alimentos a se transformar. Quando se soma essa mudança de comportamento às evoluções tecnológicas, como IA, proteínas alternativas, rastreabilidade e embalagens inteligentes, o resultado é um setor que vive um intenso ciclo de inovação.
O estudo anual TrendTracker, realizado pela Cargill para identificar as tendências de consumo, estima que a venda das canetas emagrecedoras (nome popular dos medicamentos agonistas de GLP-1, como Ozempic, Mounjaro e Wegovy) tenha atingido um crescimento de 75% em 2025. Segundo o consultor gastronômico Pedro Bello, da Coolinary, o consumidor está buscando produtos com maior densidade nutricional, porções mais bem calibradas e propostas funcionais. “As pessoas estão mais estratégicas na forma de comer, prestando atenção em como a comida se encaixa no corpo, na rotina e no nível de saciedade”, explicou Bello em reportagem do Estadão.
O site Food Connection, especializado na indústria de alimentos, levantou uma lista de cinco tendências para 2026, puxadas principalmente por startups, as foodtechs:
1. Automação e inteligência artificial: permitem o uso de ferramentas de previsão de demanda, detecção de falhas em linha de produção, robótica em cozinhas industriais e análise de dados em tempo real, entre outras possibilidades.
2. Proteínas alternativas e fermentação de precisão: ingredientes saudáveis, desenvolvidos usando microrganismos e plataformas de IA para fabricar proteínas de alta funcionalidade. Inovação que impacta tanto o cardápio como a cadeia de suprimentos, abrindo espaço para alimentos plant-based, cultivo celular e ingredientes bioativos.
3. Cadeia de suprimentos digital e rastreabilidade: sistemas com blockchain, sensores IoT e monitoramento em tempo real promovem rastreabilidade e transparência.
4. Embalagem inteligente, economia circular e sustentabilidade: o consumidor também demanda inovação das embalagens: soluções ativas que monitoram frescor, materiais compostáveis ou reutilizáveis e processos de upcycling de resíduos alimentares entram no radar.
5. Personalização de alimentos com foodtech: com dados de perfil, comportamento e metabolismo, empresas podem desenvolver alimentos adaptados a indivíduos ou grupos de consumidores.
Essas possibilidades não estão apenas na teoria, a evolução é visível. Uma pesquisa mostra que 29% das indústrias de alimentos no Brasil já incorporaram robótica ou inteligência artificial a seus processos. Tendências como redução de açúcar e sódio, diminuição de ingredientes artificiais, substituição de ingredientes, inclusão de fibras e proteínas alternativas, além da adaptação de perfis sensoriais, já fazem parte do cotidiano de P&D. Entre exemplos notáveis na indústria, a Danone reviu fórmulas como a do Danoninho que teve redução de mais de 50% no teor de açúcares em relação à versão original. A La Violetera lançou azeitonas com redução de 65% de sódio em relação às versões tradicionais. E a Fugini anunciou que 72% de seus produtos já estão livres de conservantes artificiais. É uma onda de inovação que promete fazer bem tanto à indústria quanto ao consumidor.
Nesta edição, veja também por que 50% das empresas globais devem criar uma governança de IA nos próximos anos e qual o roteiro para fazer essa implementação. Além disso, entenda por que a navegação de cabotagem está crescendo dois dígitos ao ano no Brasil.
Boa leitura e até a próxima edição!
 
Radar da indústria
Uma governança para a IA
Implantar uma governança digital sobre a inteligência artificial (IA) é uma medida que deverá ser tomada por 50% das empresas globais até 2028, segundo um relatório do Instituto Gartner. A necessidade de implementar esse sistema é uma consequência direta da difusão da IA. Os sistemas das empresas estão tendo de lidar com um volume cada vez maior de dados, parte dos quais é gerada por inteligências artificiais.
 
O avanço da cabotagem no Brasil
A ABAC (Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem) aponta que o volume de contêineres transportados de um porto a outro no Brasil cresceu 23,6% no ano passado, atingindo 1,92 milhão de TEUs (unidade equivalente a um contêiner padrão de 20 pés). A cabotagem, opção cada vez mais usada no transporte de longa distância, é o destaque em um contexto de crescimento geral da navegação.
 
Frase da edição
Conforme o conteúdo gerado por IA se torna mais prevalente, espera-se que os requisitos regulatórios para verificar dados ‘livres de IA’ se intensifiquem em certas regiões. No entanto, esses requisitos podem diferir significativamente entre as regiões geográficas, com algumas jurisdições buscando aplicar controles mais rígidos (...), enquanto outras podem adotar uma abordagem mais flexível.
Wan Fui Chan, vice-presidente de gestão do Gartner Institute, sobre o avanço da governança de IA nos próximos anos.
Jogo rápido
R$ 3,3 bilhões para projetos de inovação industrial. A FINEP anunciou uma nova rodada de seleções públicas para projetos de inovação, sendo R$ 700 milhões para tecnologias digitais, base industrial de defesa e semicondutores; R$ 700 milhões para projetos de sustentabilidade, com foco em transição energética, economia circular e mobilidade sustentável; R$ 1,3 bilhão para setores considerados estratégicos, como agroindústria, saúde e transformação mineral.
 
Nova área de minerais de terras raras. Identificada em Minas Gerais pela Cabo Verde Mineração, uma nova área revelou um campo de alto potencial para prospecção desse tipo de mineral raro, extremamente demandado pela indústria de alta tecnologia.
 
Congresso avança leis de incentivos. Aceleram no congresso tramitações de projetos de incentivos para a indústria. Um deles estabelece um regime de incentivos para datacenters, enquanto outro reduz impostos para indústria química e petroquímica.
 
Empresa diz ter criado bateria sólida, mas especialistas estão céticos. As baterias atuais no mercado possuem conteúdo líquido. A bateria sólida é teoricamente possível e deveria garantir mais segurança e capacidade de armazenamento. Mas até agora produzi-las a custo razoável e em escala comercial não era possível. A promessa é de apresentar o produto em março.
 
Conteúdo Mobil™
Economia e ganhos de eficiência
A evolução da manutenção preventiva para a manutenção preditiva, com base na análise de vibrações, é um pulo do gato que permitiu a diversas indústrias reduzir custos com interrupções, maximizar a produtividade das máquinas e até economizar no consumo de energia e nas peças de reposição. É o caso de uma empresa de mineração, em Minas Gerais, em que a análise de vibrações apontou a oportunidade de substituir a graxa nos mancais das peneiras vibratórias. Isso reduziu o atrito no sistema e a temperatura nos mancais e, com isso, diminuiu o desgaste das peças de todo o maquinário, aumentando sua vida útil. Baixe nosso e-book sobre análise de vibração e veja como sua indústria pode se beneficiar!
 
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