E o etanol ganha com a guerra no Irã
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24 de março de 2026
Tempo de leitura: 8 min e 36 seg
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Etanol ganha espaço com a transição energética e o conflito no Oriente Médio.
Olá, *|FNAME|*!
Os investimentos na descarbonização e a guerra do Irã são temas que parecem não ter ligação entre si – mas eles estão, simultaneamente, ajudando a acelerar uma tendência global, o uso do etanol como combustível.
O Brasil é pioneiro internacional no uso do etanol há mais de 50 anos. Nos últimos tempos, a produção desse biocombustível vem crescido de produção não somente aqui, mas também em outros grandes países agrícolas, como os Estados Unidos (onde a produção atingiu o recorde de 62,4 bilhões de litros, em 2025) e a Índia. A demanda por essa produção vem em boa parte da descarbonização, já que o etanol, produzido em condições ideais, pode não apenas se tornar carbono zero mas também ter pegada de carbono negativa, segundo estudos da Embrapa. Seja misturado à gasolina ou utilizado como combustível único, ele oferece uma vantagem ambiental significativa para os motores a explosão.
Em cenários de alta do petróleo, o etanol tende a ganhar atratividade frente à gasolina. É justamente esse fator que tende a se acentuar com a guerra entre Estados Unidos e Irã, um elemento novo nessa equação, porque um dos efeitos esperados dos conflitos no Oriente Médio costuma ser a elevação dos preços do petróleo no curto e médio prazo. Os valores do etanol também tendem a aumentar nesse caso, em função do aumento de demanda, mas permanecendo competitivos em relação aos derivados de petróleo. A expectativa, inclusive, é de que um volume maior da produção de cana de açúcar seja destinado à produção de álcool, o que pode causar volatilidade nos preços do açúcar.
Independentemente do tempo que a guerra dure, o avanço do etanol vem sendo sustentado por políticas de descarbonização e cooperação internacionais. Durante o Fórum Empresarial Índia-Brasil, em fevereiro, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), do Brasil, e a Indian Sugar & Bio-Energy Manufacturers Association (Isma), da Índia, firmaram um acordo para formalizar a cooperação técnica e institucional entre os setores sucroenergéticos de ambos os países. Entre os objetivos, tornar compatíveis os mecanismos de contabilização de carbono nessas indústrias, o que pode ampliar a previsibilidade para investimentos e fortalecer a integração dos mercados. Atualmente, o Brasil mistura 30% de etanol na gasolina, enquanto a Índia mistura 20%. Nos Estados Unidos, a média ainda é de pouco mais de 10%. Em paralelo, o Senado aprovou emendas ao acordo da Organização Internacional do Açúcar, sendo que a principal mudança foi incluir a produção do etanol como uma das finalidades da organização, o que facilita a cooperação internacional para a produção e regulamentação dos biocombustíveis.
Além do etanol de cana, o etanol de milho também tem avançado no Brasil. Estão previstos atualmente mais de 35 empreendimentos no país, sendo que cerca de 20 devem avançar nos próximos anos, somando aproximadamente R$ 21,6 bilhões em investimentos.
Nesta edição, veja também que o Brasil começou a estruturar um marco normativo para o uso de gêmeos digitais, em um movimento que, segundo ABINC, busca reduzir o atraso de padronização técnica em relação a outros países. E também uma pesquisa que mostrou o que as indústrias precisam fazer para consumir menos tempo – e dinheiro – com paradas operacionais.
Boa leitura e até a próxima edição!
 
Radar da indústria
Gêmeos digitais ganham marco normativo no Brasil
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5 lições para reduzir paradas operacionais
Pesquisa global com fabricantes originais de equipamentos (OEMs) mostrou que, mesmo diante de desafios como instabilidade da força de trabalho, volatilidade na cadeia de suprimentos e pressão por redução de custos, as empresas líderes conseguem reduzir o tempo de paradas e sustentar a operação com mais resiliência. A preparação adequada para enfrentar paradas operacionais se tornou um diferencial competitivo.
 
Frase da edição
Quando a gente fala de interoperabilidade, a gente passa pelo assunto de normas. No Brasil, nós estamos atrasados nesse ponto (padronização técnica) e, por isso, começamos esse movimento.
Rogério Moreira, presidente da ABINC (Associação Brasileira de Internet das Coisas), durante webinar sobre o marco normativo dos gêmeos digitais no Brasil.
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